No 4º volume da 19ª edição,  da revista Ciência & Saúde Coletiva,a doutoranda Anne Caroline Luz Grüdtner da Silva, juntamente com as professoras Elza Berger Salema Coelhoe Kathie Njaine tiveram seu artigo “Violência conjugal: as controvérsias no relato dos parceiros íntimos em inquéritos policiais” publicado.

Abaixo disponibilizamos o resumo do trabalho que discute um tema tão complexo e muitas vezes velado na prática dos profissionais de saúde e pela sociedade. Clique aqui para acessar a dissertação na íntegra.

Resumo: Este artigo investiga as motivações da violência conjugal segundo os depoimentos de homens e mulheres registrados nos inquéritos policiais (IP) da 6ª Delegacia de Polícia de Proteção à Mulher, à Criança e Adolescente de Florianópolis, Santa Catarina, em 2010. Pesquisa quantiqualitativa realizada entre agosto e novembro de 2011. Foram analisadas as informações obtidas nos inquéritos sobre violência doméstica perpetrada pelo companheiro ou ex-companheiro e que continham o depoimento do casal, totalizando 172 IP. Os aspectos selecionados para a análise referem-se ao perfil do casal, e aos relatos da violência segundo a mulher e o homem. Os resultados apontaram que a maioria dos casais eram separados ou divorciados, com idade entre 31 e 40 anos, estavam empregados e conviveram entre um e onze anos. As agressões ocorreram em função do uso de drogas e ciúme, os homens ao assumirem a violência exercida culpam a mulher de serem responsáveis por seus atos ou minimizam a situação, e acrescentam serem vítimas de violência cometida pela companheira. O estudo conclui que questões culturais de gênero e socioecônomicas estão relacionadas a este tipo de violência, e demonstrou que os homens não reconhecem suas atitudes como violentas, banalizando na maioria das vezes as consequências dessa violência.

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