Violência Contra Gestantes: Prevalência e Fatores Associados nas Maternidades dos Hospitais Públicos de uma Região Metropolitana do Sul do País

Violência Contra Gestantes: Prevalência e Fatores Associados nas Maternidades dos Hospitais Públicos de uma Região Metropolitana do Sul do País
Genre: Tese
Paulo Fernando Brum Rojas, Elza Berger Salema Coelho e Antonio Fernando Boing
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Overview

O estudo em discussão refere-se à violência doméstica contra as
gestantes que é aquela que ocorre em uma relação íntima.É dividida,
quanto à natureza, em psicológica, física e sexual. Os objetivos são
estimar a prevalência e fatores associados à violência doméstica em
mulheres no período gestacional, identificar quais os tipos de violência
(física, sexual, psicológica) a mulher sofre durante a gestação, avaliar o
padrão de violência antes e durante a gestação e caracterizar o autor das
agressões. A população de referência caracterizou-se por 753 mulheres
puérperas, cujos filhos nasceram no período compreendido entre
01/03/2014 a 31/05/2014 e que estavam internadas nos setores de
alojamento conjunto das Maternidades Públicas dos Hospitais da
Grande Florianópolis, Santa Catarina. Realizou-se estudo transversal,
por meio de entrevistas, face a face. Foi adotado questionário adaptado
da organização Mundial da Saúde (OMS) denominado Estudo MultiPaíses
sobre Saúde da Mulher e Violência Doméstica(WHOVAW),
validado no Brasil. As variáveis utilizadas foram: de interesse
central(violência doméstica durante a gestação),demográficas(idade, cor
da pele),socioeconômicas(escolaridade, trabalho atual, renda),
relacionas à gestação(gravidez planejada, número de consultas, abortos),
de comportamentos relacionado à saúde(uso de álcool, fumo,
drogas),relacionados às situações de violência(brigas do casal,
envolvimento em brigas com terceiros, violência em gestações
anteriores, violência no último ano). A variável de interesse central foi
correlacionada com as demográficas, socioeconômicas, de
comportamentos relacionados à saúde, e,também, às situações de
violência. Foram realizadas análises multivariadas. A prevalência de
sofrer violência durante a gestação foi de 17,8%. A violência
psicológica (17,5%), mostrou-se mais elevada do que a física (5,4%) e a
sexual(0,1%). No que diz respeito ao padrão da violência, observa-se
aumento da violência na gestação atual (17,8%), quando comparada ao
ano precedente (3,1%). Observou-se que as variáveis que permaneceram
mais fortemente associadas ao desfecho foram mulheres que já haviam
sofrido violência nos últimos doze meses, que haviam sido agredidas em
gestações anteriores, que faziam consumo de álcool, não brancas, que
apresentavam transtorno mental comum e que não trabalhavam. Na
caracterização do autor das agressões contra a mulher durante a
gestação, a associação maior foi o consumo de álcool, uso de drogas,
envolvimento em brigas, ter realizado agressões em gestações anteriores
e ter agredido sua parceira na última gestação.

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