O discurso e a prática de médicos sobre Direitos Reprodutivos

O discurso e a prática de médicos sobre Direitos Reprodutivos
Genre: Artigo
Autoras: Sheila Rubia Lindner, Elza Berger Salema Coelho e Fátima Büchele
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Overview

Este artigo objetiva investigar o conhecimento e a prática dos profissionais médicos envolvidos na atenção à saúde da mulher sobre a
concepção de direitos reprodutivos, tendo como foco o Planejamento Familiar. Desenvolve-se pesquisa descritiva com abordagem qualitativa, e
como método de análise, o Discurso do Sujeito Coletivo proposto por Lefévre (2003). Evidenciou-se, a partir do discurso médico, que
relacionado ao Planejamento Familiar ocorre distribuição de anticonceptivos seguida exclusivamente de orientação desse método, prejudicando
o direito à escolha e autonomia da mulher, marginalizando-as em relação a sua integralidade em saúde. Para que a assistência integral seja
garantida, o compromisso do profissional deve ultrapassar a consulta e a demanda espontânea, comprometendo-se em garantir o que é
preconizado, fazendo valer a Lei do Planejamento Familiar. Isso evidencia a dissonância entre o discurso e o que é praticado nas unidades de
saúde pelos profissionais, ou seja, o trabalho baseado na demanda, que não reflete o “fazer” e não busca a autonomia da mulher enquanto
sujeito capaz de escolher e decidir por si mesmo.

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